29/6/2009
BIVAQUE NO BAÚ
A Pedra do Baú, localizada em São Bento do Sapucaí - SP, é destino das mais variadas tribos com sede de aventura. O visual é incrível tanto de fora como de cima dela. Em outras palavras, o passeio também vale a pena para quem quiser só chegar perto, sem se arriscar em subir os 600 degraus da via ferrata, formada de grampos fixados na rocha há 50 anos atrás...Nós encaramos o desafio completo!


Foto: Artur Vieira
Complexo do Baú.


Tão completo que resolvemos, inclusive, bivacar lá no alto. Para quem não é muito adepto dos "termos técnicos" do montanhismo, bivacar é um acampamento improvisado, sem barraca. Você aproveita a estrutura que a própria natureza te oferece, como uma rocha ou uma árvore das grandes para te abrigar do vento e da chuva. Com isso também aplicamos a filosofia do MÍNIMO IMPACTO, ou seja, alteramos o ambiente o menos possível.

Levamos nossos sleeps, fogareiro, corta-vento, tocas, luvas e, claro, as câmeras fotográficas e de vídeo para registrar TUDO!


Foto: Artur Vieira
Local onde bivacamos.


Para chegar em São Bento do Sapucaí a partir de São Paulo, o melhor caminho:
Seguir a Ayrton Senna/Carvalho Pinto (SP-070) e pegar a Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123) no km 117 da Dutra. A Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro continua em Minas Gerais como MG-173. É uma cidade linda, margeada pela beleza incrível da Pedra do Baú e das suas irmãs menores: o Baúzinho e a Ana Chata.


Foto: Artur Vieira
Ana Chata vista da face norte do Baú.


O percurso até o Baú é uma caminhada pesada de 1h15 de subida mesmo, sem folga. Mas dá pra qualquer um fazer, basta ter um pouco de fôlego, boa vontade e nada de pressa! Já para alcançar o topo da Baú é preciso encarar a via ferrata ou subir escalando. Pode parecer simples, mas qualquer olhadinha para baixo pode te desconcentrar e para perder o equilíbrio é fácil. Cuidado!


Foto: Artur Vieira
Renata na via ferrata da face norte.


Lá em cima a vista é deslumbrante! Chegamos às 14hs, buscamos um lugar tranqüilo para o bivaque e optamos em ficar na parte sul da pedra. Da nossa "janela" da direita teríamos a vista do pôr-do-sol e da Ana Chata, e na "varanda" da esquerda, seriamos acordados pelo nascer do sol. Perfeito!


Foto: Artur Vieira
Por do Sol de cima do Baú.



Foto: Artur Vieira
Ana Chata no entardecer.



Foto: Artur Vieira
Nascer do sol.


Depois do jantar super caprichado (um farfale com molho de tomate fresco e bacon), lá pelas 19h30, o frio veio com tudo e tivemos que nos recolher para dentro dos sleeps. Durante o dia tivemos 13°C. Mas quando o sol foi embora, a temperatura caiu ligeiro, junto com ele. Resultado: 4°C na madrugada! Bom, na verdade, era o que podíamos esperar das primeiras horas do inverno brasileiro.


Foto: Artur Vieira
Renata e Artur na hora do jantar.


A noite foi bem tranqüila. Às vezes acordávamos com o desconforto da Pedra...mas era só olhar para o céu estrelado que a dança das estrelas cadentes fazia o sono voltar. Foi incrível!

A Pedra do Baú e suas companheiras (Bauzinho e Ana Chata) têm algumas vias de escalada, por isso é tradicional ver o pessoal pendurado na rocha por lá. Proximo do Bauzinho também tem uma rampa de vôo livre. Lá do Baú temos uma vista sensacional da galera decolando e voando...


Foto: Artur Vieira
Um dos vários gliders vistos do Baú.


Podemos dizer que nossa trip foi um perrengue devidamente calculado e controlado. São aventuras como essas que deixam histórias pra contar. Imagine se entrássemos dentro de um carro com destino a Campos do  Jordão curtir o frio, numa pousada com lareira, comendo fondue? Que historia teríamos para contar aos nossos filhos?
Esse é o ponto!

Bivaque no Baú: RECOMENDADO!

Confira mais fotos dessa trip.

Cnfira o video de nossa cozinha na montanha.

Texto: Renata Oliveira
25/6/2009
Bananal - SP
Recentemente nós nos re-encontramos, e nos re-encantamos com a cidade de Bananal, município paulista com cerca de 10 mil habitantes localizada no coração da Serra da Bocaina. Apesar de todo o marketing turístico da Serra da Bocaina recair sobre a cidade de São José do Barreiro, onde fica a entrada oficial para o Parque Nacional da Serra da Bocaina, Bananal conquista adeptos pela tranquilidade e, claro, pelas paisagens exuberantes. A cidade fica encravada num vale, rodeada de montanhas e também de belos casarões coloniais de mais de 100 anos.


Foto: Idilio Vieira
 
Estivemos lá na Páscoa e tentamos atingir um dos pontos turísticos de Bananal, a Pedra do Frade. No entanto, por força do mau tempo, não foi possível completar a travessia. O normal seria chegar à Pedra após um dia inteiro de caminhada, acampar no cume, e voltar no outro dia. Por isso, para não perder o passeio, acampamos no meio do caminho com uma vista do vale encoberto pela neblina.


Foto: Idilio Vieira
Pedra do Frade vista do mirante do Bracuí.



Foto: Artur Vieira

No trajeto até lá somos a todo tempo surpreendidos por cachoeiras e paredões de rochas, emoldurados pelo bonito céu azul típico do outuno.


Foto: Idilio Vieira


Outro lugar que vale a pena conhecer é a Estação Ecológica e a Cachoeira Sete Quedas. Lá do parque temos acesso às duas últimas quedas, muito fotogências e de águas geladas de doer! Ainda lá em cima, no topo do sertão, há um trilha que fizemos em 40 minutos de caminhada e chegamos à cachoeira do Bracuí, onde fomos supreendidos com uma bela paisagem de Angra do Reis.


Foto: Artur Vieira
Parte alta da cachoeira.


Foto: Idilio Vieira
Vista de Angra dos Reis pela cachoeira do Bracuí.



Foto: Idilio Vieira
Cachoeira do Bracuí
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Para chegar em Bananal o caminho é a via Dutra, sentido Rio de Janeiro, e daí há duas opções. Ou seguir pela Dutra até o km 273, entrando no estado do Rio de Janeiro, acessando a SP 64 até Bananal; ou entra no km 9, ainda no estado de São Paulo, na cidade de Queluz, e chega até Bananal pela Rodovia dos Tropeiros (SP 68), um caminho bem sinuoso mas interessante, pois passa dentro das cidades de Areias, São José do Barreiro e Arapeí.
 
No feriado de Corpus Christi, no último dia 11 de junho, a cidade se enfeitou toda com os tradicionais tapetes artesanais que cobrem as ruas. Como a maioria da população é católica, todos acordam cedo e juntos montam os tapetes e as passarelas que unem todos os trabalhos, formando uma grande obra coletiva. Merece destaque o tapete da Dona Dora, uma elegante senhora de 88 anos que há 54 anos faz o tapete. O curioso é que pegamos chuva durante toda a viagem. Aí quando perguntamos a Dona Dora se ela não tem medo de chover no dia e ela riu, disse que NUNCA choveu, pelo menos nos últimos 54 anos.



Foto: Renata Oliveira
 
Bananal também abriga a mais antiga farmácia em funcionamento do Brasil, com um acervo de fórmulas datadas do século XIX e outros objetos da época. Vale a pena a visita e conversar com o Plínio, o orgulhoso proprietário.


Foto: Idilio Vieira

Pra quem gosta de cultura, natureza, aventura, história e boa comida, Bananal é um prato cheio! Por falar em prato cheio, para quem está de dieta Bananal não é o local mais indicado... a comida é farta, boa e barata! Sem contar os doces, com destaque para a goiabada cascão feita em tacho de cobre pela Dona Ivete, no Km 12 da SP 247 - estrada que sobe para o sertão. No final da 247 também tem uma criação de truta, o que faz deste prato uma barata e deliciosa opção.
 
Deu fome?! Bóra comer no Quioscão!

Veja mais fotos no FLICKR do Quioscão!


Texto: Renata Oliveira
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